sexta-feira, 27 de janeiro de 2006

Impossibilidade

Não sei como pretendes
Passar despercebida aos meus sentidos
Mas aviso-te de que é impossível...
Quem te manda ser
Água, ar, pedra, flor e montanha...
És tudo em ti...
Nada além de ti...
Aviso-te de que é impossível...
Esconderes-te atrás desse espelho que não te reflecte
Essa névoa que constróis à tua volta
E onde desenhas os teus defeitos...
Já há muito te descobri...
Já há muito sei da harmonia do teu movimento...
És tu quem amo...
A mulher de doce mar
Os olhos de ternos beijos
A mulher que sabes existir em ti
Mas que enclausuras em labirintos de medo...
És tu quem amo
E aviso-te de que é impossível
Acreditar nos teus fantasmas
Aceitar as roupas negras com que te vestes e te mascaras
Apenas para enganar o teu dia...
Porque já te senti essência
Já te senti corpo e alma passeando em minhas mãos...
O verdadeiro tu que amo...

13/Abril/2005

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